Plenária da Negritude: Um marco na luta pela igualdade étnico-racial.

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" A luta pela visibilidade das questões enfrentadas pela população negra no atual governo municipal bolsonarista reflete a ausência de compromisso político de quem reduz essas questões étnico-raciais a discursos vazios e ações simbólicas ". Na noite de ontem (23), um evento de grande relevância ocorreu em Vitória da Conquista, reunindo vozes e experiências que ecoam a luta histórica da população negra no Brasil. A Plenária da Negritude não foi apenas um encontro; foi um espaço de reflexão crítica e reafirmação de compromissos diante de um passado que ainda reverbera nas estruturas sociais contemporâneas.

O “Tapete Vermelho” demonstra força ideológica antibolsonarista nas ruas.



Por Herberson Sonkha

Na manhã de hoje (21), o “tapete vermelho” liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) tomou conta das ruas de Vitória da Conquista, uma cidade que, com uma população estimada em quase 500 mil habitantes e um orçamento de R$ 1,8 bilhão para 2024, se prepara para um embate eleitoral nas urnas intenso. A prefeita Sheila Lemos, do União, enfrenta um cenário desafiador, onde a mobilização das forças de esquerda, historicamente lideradas pelo PT, promete complicar sua reeleição.

O PT, reconhecido como um partido de massas, mobiliza uma base ideológica forte, refletida nas manifestações de rua que dominam a cidade. O uso do vermelho, símbolo das lutas de classes e da esquerda, contrasta com o azul da direita, e nas eleições de 2024, essa dicotomia se intensificará nas urnas. A militância do PT, com suas raízes profundas na luta operária e na resistência ao neoliberalismo, se opõe ao governo municipal, que se alinha à extrema-direita bolsonarista.

A participação política em Vitória da Conquista não é meramente uma questão de votos; é uma luta ideológica. A militância de esquerda, que busca a transformação social e a justiça, enfrenta a estrutura vertical e burocrática dos cabos eleitorais de direita, contratados em massa para garantir a manutenção do status quo. A estratégia do governo municipal, apoiada por uma elite econômica, reflete uma visão conservadora que prioriza o livre mercado e a hierarquia social.

Historicamente, a cidade testemunhou a resistência da militância de esquerda, que se organizou em torno de pautas progressistas e demandas populares. A luta por direitos coletivos, a organização de movimentos sociais e a defesa da classe trabalhadora são características que definem a atuação do PT em Conquista. Este histórico de engajamento contrasta com a abordagem pragmática e muitas vezes descompromissada dos cabos eleitorais de direita, que operam dentro de uma lógica de dominação burocrática.

A polarização ideológica se acentua ainda mais no contexto atual, com a presença de movimentos sociais e sindicais, sobretudo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que buscam reformas fundamentais para a população mais vulnerável da periferia da cidade. Esses movimentos representam a continuidade da luta desde a redemocratização e pela superação das desigualdades, desafiando a narrativa conservadora que se fortalece na cidade.

A mobilização da direita, impulsionada pela campanha de Jair Bolsonaro em 2018, utilizou as redes sociais como um campo de batalha crucial, promovendo discursos de ódio e a defesa da família tradicional e do liberalismo econômico conservador. Essa estratégia, por mais eficaz que tenha sido para garantir votos, não deve subestimar a capacidade de resistência da militância de esquerda, que se organiza de forma horizontal e participativa, buscando criar uma consciência de classe e envolver a comunidade nas decisões políticas.

As eleições de 2024 em Vitória da Conquista não serão fáceis para a prefeita Sheila Lemos. Não apenas porque o governo parece ter se envolvido em escândalos de corrupção (na saúde e no esquema do asfalto), mas também porque a militância do PT, com seu histórico de luta e resistência, representa um desafio significativo à sua reeleição. A disputa ideológica entre as forças de esquerda e centro-esquerda contra um governo de extrema-direita, apoiado por uma contratação milionária de cabos eleitorais, configura um cenário em que a luta por justiça social e igualdade se torna central.

Neste contexto, a teoria marxista-leninista nos ensina que a política é um campo de luta de classes, onde a conscientização e a mobilização popular são fundamentais para a transformação. A militância de esquerda, de maneira mobilizada, disputa a consciência da população e não busca apenas vencer eleições, mas também transformar a sociedade, desafiando as estruturas de poder que perpetuam a desigualdade. A batalha em Vitória da Conquista é, portanto, não apenas uma disputa eleitoral, mas uma luta por um futuro mais justo e igualitário.