Plenária da Negritude: Um marco na luta pela igualdade étnico-racial.
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| Quadro 15ª Estação da Cruz da América Latina, de Adolfo Pérez Esquivel, uma das obras inspiradas na teologia latino-americana |
*por professor João Paulo
Incialmente, abordarei essa temática a partir da “Advertência aos ricos opressores”:
1 - 0uçam agora, vocês, ricos! Chorem e Iamentem-se, por causa das desgraças que virão sobre vocês. 2- A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. 3-0 ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e, como fogo, consumirá a sua carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. 4-Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos e que vocês retiveram com fraude está clamando contra vocês. 0 lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. 5-Vocês têm vivido luxuosamente na terra, têm se entregado aos prazeres e se fartado de comida em dia de abate. 6- Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência. (1959, TIAGO, 1959, 5: 1-6)
A questão central aqui é a fé Cristã e seu compromisso com a construção do ”REINO DE DEUS” aqui na Terra, neste plano de vida. 0 texto Bíblico exposto acima¹, atribuído ao discípulo Tiago, um dos quatro primeiros recrutado por Jesus para a missão de anunciar a ”BOA NOVA” do Reino Definitivo de Deus, como missão salvífica de todos os Cristãos.
Tiago, segundo vários estudos teológicos era um dos quatro mais próximos de Jesus, ele, seu irmão João, Pedro e André, formavam o grupo de maior confiança de Jesus. E é exatamente Tiago quem escreve esta ”advertência aos ricos” da Terra, acerca do “Reino de Deus”, na perspectiva da oralidade pregada por Jesus. Não é este pretendido pelos detentores das riquezas, Iogo, não é o capitalismo. Portanto, jamais será neste modo de produção que surgirá o “Reino Definitivo de Deus”.
E esta não é a única referência feita por Jesus aos “Ricos da Terra” sobre a não aceitação do modo de vida dos ricos pela ideia do ”Reino de Deus”. No Evangelho de Mateus (19: 24), o evangelista narra que Jesus disse ao rico que queria entrar no Reino de Deus: “é mais fácil um camelo passar em um buraco de agulha, do que o rico entrar no Reino de Deus”.
Aqui também fica explícito qual é a proposta salvífica de Deus para a humanidade, e, diferentemente do que é pregado por alguns vieses da teologia da prosperidade, este projeto não é o projeto burguês de sociedade. Pois, este é excludente, repressor e opressor. Então, neste sentido, os ensinamentos de Jesus se colocam numa perspectiva de ruptura com os vários modos de produções que dividiram os seres humanos entre ricos e pobres, entre oprimidos e opressores.
Ainda em Mateus (5: 1-11), Jesus anuncia o que deve ser o “Reino de Deus” descrevendo um tipo específico de ser humano que se encaixa nas exigências deste Reino, vejamos:
0 sermão da montanha. As beatitudes:
1 - Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; 2 - e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo: 3 - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; 4 -bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; 5 - bem-aventurados os humildes, porque eles herdarão a terra; 6 - ó bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 7 - bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; 8 - bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus; 9 - bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; 10 bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; 11 - bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. 12 - Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus²; porque assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós. (Mateus, 1959, 5.1- 5.12).
Observe que Mateus descreve um tipo de sociedade do seu tempo, mas, que ainda está presente em nosso tempo (“pobreza”, “choro”, “simplicidade”, “fome e sede de justiça”, “compaixão”, “puros de coração”, “amizade”, “acossado”, “injuriados, caluniados”), ele define um perfil de sociedade baseada na opressão socioeconômico, cultual e político que causam essas dores.
Aqui trouxe alguns trechos bíblicos que dialogam muito com o projeto de sociedade a que chamamos de socialismo, e, o mais importante, é que situando Jesus no tempo e espaço. Ele é o primeiro agente político a defender um modelo de sociedade mais Igualitário, mais justo e mais fraterno.
0s acontecimentos sobre a história de Jesus Cristo, desenrola-se ainda na Idade Antiga, contra um poder econômico e cultural bem estruturado, pois, os Judeus ricos estavam muito alinhados com os interesses do maior império do mundo antigo. Jesus era contra este império, que dominava tudo em torno do Mar Mediterrâneo, o Império Romano.
Toda a missão salvífica de Jesus Cristo, foi para confrontar os poderes dominantes de seu tempo e espaço. O “Reino de Deus” pregado por Jesus Cristo ia de encontro a todo projeto político em seu tempo e espaço. E Jesus foi perseguido, caluniado, preso, condenado à pena máxima pelos romanos, assassinado por crucificação, a pedidos das autoridades judaicas, justamente por se posicionar contra tudo que as autoridades políticas e econômicas defendiam.
Este “Reino” se confirma com a ressurreição de Jesus Cristo, a plena vitória da vida sobre a morte, a vitória plena dos princípios de vida, sobre os princípios da morte. Ou seja, a superação de tudo que os sistemas criados pelos seres humanos constituíram e a realização plena do que o “Deus da Vida”, pretende para a humanidade.
A Bíblia (Novo Testamento) está cheia de referências de como deve ser este novo mundo, do que é a ”BOA NOVA” de Deus para o ser humano, para que elas se revelem é preciso, ler as Escrituras Sagradas, situando-a hermeneuticamente no tempo histórico. Mas, também entendendo que ela é uma escrita profética e dialética, perceber a dimensão humana e histórica da presença de Deus, ”ontem”, ”hoje” e ”sempre”, agindo na história humana.
E simbolicamente este “Novo Reino”, se manifesta na formação das primeiras comunidades Cristãs, quando os Discípulos e Apóstolos, passaram a organizar aqueles que se convertiam ao “Cristianismo”, comunidades descritas pelo Apóstolo Paulo no livro Atos dos Apóstolos.
Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em casa e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração,
Aqui fica evidenciado qual é o projeto de Deus. Qual é o projeto do ”Reino Definitivo de Deus” anunciado por Jesus Cristo e cumprido pelos Discípulos, Apóstolos e pelos primeiros Cristãos. Este é o paradigma da Cristandade e ao mesmo tempo o paradoxo vivenciado pelo Cristianismo ao longo da história. Sobretudo, no momento em que as Igrejas Cristãs buscaram (e ainda buscam) se adequar às determinações do mundo objetivo e dos modos de produção que surgiram após o surgimento do Cristianismo.
A verdadeira fé Cristã é esta apresentada aqui e referendada por passagens bíblicas que mostram visivelmente qual a ideia de ”Reino de Deus” que Jesus veio anunciar. Este Reino nunca foi para uma vida pós-morte, ou mesmo em outro plano de vida. Na oração do Pai Nosso, que Jesus ensinou, é dito: ”Vem a nós o vosso Reino”. Este Reino é uma construção política, histórica, econômica, social e cultural.
Não existe ”Cristianismo conservador”, até porque esta corrente de pensamento foi revolucionária em seu tempo e espaço. Se pensarmos que ela surgiu em uma sociedade, marcada pelo escravismo, dominado, política e economicamente pelo Império Romano e determinada culturalmente por um povo. Diz-se de uma cultura que dominava todo o mundo ocidental e parte do mundo oriental em torno do Mar Mediterrâneo. Esta doutrina cresceu e se tornou hegemônica mudando as estruturas culturais e religiosas deste império.
Diante disto, tudo que não esteja umbilicalmente alinhado à perspectiva libertadora e criadora do ”Reino de Deus aqui na Terra”, não tem nenhuma relação orgânica com o Cristianismo. O Cristianismo por sua natureza é uma doutrina libertadora, o papel das religiões que surgiram fundamentadas na fé Cristã, deveria ser por natureza, também libertadoras, infelizmente desde o surgimento da Igreja Católica Apostólica Romana, e as religiões que surgiram dos cismas desta primeira religião Cristã, buscaram adequar as suas teologias aos interesses políticos e econômicos das classes dirigentes. O próprio Catolicismo buscou esta adequação à ordem política ao longo de sua história.
Na verdade, quando a Igreja Católica Apostólica Romana, conseguiu marcar uma ruptura com a ordem burguesa no final do século XIX, com a publicação da ”Rerum Novarum”, essa dissociação durou pouco tempo, pois, os Papas Piu, compreenderam de forma equivocada a Doutrina Social da Igreja, criando um espaço para o fortalecimento do conservadorismo Católico na estrutura clerical da Igreja.
No entanto, o Concílio Vaticano II e depois os Sínodos de Medellin e Público, confirmaram na América Latina a Doutrina Social da Igreja Católica, que se enraizou no seio da Igreja Latina Americana e desta planta frutífera brotou a ”TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO”, um novo jeito de ser Cristão, de ser Igreja, enxergando o rosto do Deus da Vida, e do Verbo Encarnado entre nós, nos pobres e nos jovens, nasceu o ”Jesus Cristo Libertador”, (Leonardo Boff).
Esta teologia, se tornou na única teoria revolucionária pensada a partir da América Latina, para a América Latina. Diferente do marxismo, que por mais que tenha sido universalizado, pela práxis de companheiros e companheiras que lutam por uma outra ordem social, igualitária e justa, tem uma matriz eurocêntrica. A doutrina revolucionária com uma matriz Latina Americana e enraizada na história do povo da América Latina, é ainda hoje a Teologia da Libertação.
A partir da década de 1950, a Teologia da Libertação passou a dialogar com setores mais avançados do Marxismo na América Latina. Este diálogo rendeu muitas lutas contra o imperialismo norte-americano sobre o sul global. A Igreja Católica principalmente, mas, também setores progressistas do Protestantismo tradicional, assumiram a luta do povo por uma nova ordem política, econômica, social e cultural para os países Latinos Americanos e para o continente Africano.
Esta frente de lutas populares se espalhou durante a segunda metade do século XX, e claro, o Império contra-atacou. Algo tinha que ser posto em prática pela Casa Branca e seus aliados europeus. E este contra-ataque foi minuciosamente pensado, planejado e posto em prática.
Desde a década de 1960, os EUA mirou todas suas armas para a América Latina, promoveu golpes de Estado, infiltrou espiões em quase todos os movimentos populares, perseguiu e matou liderança políticas e religiosas, mas, não pararam a Teologia da Libertação. A fórmula encontrada foi plantar outra Teologia, para se contrapor, a Teologia Latino Americana por dentro do próprio Cristianismo, movimento que passa a ser percebido com mais ênfase a partir dos anos 70 do século XX.
Neste início de século XXI fica muito clara a influência da religiosidade em tudo, sobretudo, no hemisfério sul do planeta, onde se localiza 80Oó dos países mais pobres do globo. A expansão do Pentecostalismo e Neopentecostalismo é algo assustador, dado o papel político desta religiosidade na vida pública e em nosso tecido social. Alguns autores falam do Neopentecostalismo e tira da pauta o Pentecostalismo, mas um não existiria sem o outro.
O Neopentecostalismo é uma corrente do Pentecostalismo norte- americano, que começou a ganhar corpo em toda a América ainda no século XIX. Esta corrente do pseudo Cristianismo, originária na Reforma Religiosa do século XVI, o Pentecostalismo tem sua origem na Igreja Metodista Renovada, numa fusão com princípios defendidos pelo Puritanismo Calvinista. Marca um retrocesso histórico do Cristianismo para a teologia medieval. Se orgulham de serem doutrinariamente ”conservadores”, e avançados na forma, já que dançam, cantam, louvam a Deus de forma exaltada e exageradamente frenética.
Neste início de século XXI assumiram uma postura diferente da ação religiosa do Protestantismo tradicional e do próprio pentecostalismo e neopentecostalismo do princípio, na realidade divergente até. Enquanto o protestantismo tradicional e as primeiras religiões pentecostais defendiam um distanciamento do mundo real, objetivo, vivendo uma vida voltada especificamente para os dogmas religiosos, como forma de obediência a Deus.
Os neopentecostais, além da Teologia da Prosperidade, agora seguem a Teologia do domínio ao longo do tempo, no planeta Terra, o cristão perdeu o domínio sobre Sete Montes. E precisa reconquistá-los para reconstruir o planeta com base nos valores cristãos, para prepará-lo para o retorno de Jesus Cristo. Esses Sete Montes são:
“Família, Religião, Educação, Mídia, Lazer, Negócios e... Governo”. “Esse é um resumo da estratégia que está por trás do que se batizou de “Teologia do Domínio”, ou “dominionismo” ou ainda, “reconstrucionismo”. Embora não seja uma novidade na estratégia política evangélica, especialmente de algumas igrejas neopentocostais, nunca antes ela esteve tão presente no debate eleitoral como neste ano“. (UOL/ CONGRESSO EM FOCO - 2022)
Este novo paradigma neopentecostal tem como objetivo principal estabelecer uma hegemonia religiosa sobre o mundo, em especial, sobre os países mais pobres do planeta, criar teocracias políticas e a partir destas teocracias impor ao mundo em desenvolvimento e subdesenvolvido, o projeto de Estado mínimo, baseado no ultraliberalismo econômico, impondo aos países pobres do globo terrestre a submissão total aos interesses do capitalismo e dos capitalistas.
O crescimento destas correntes conservadoras do Cristianismo de domínio a partir da década de 1950 em todo o hemisfério sul global não foi apenas uma questão de cunho religioso, foi principalmente um projeto político imperialista dos EUA e de seus aliados do G7, todos países do hemisfério norte do globo terrestre.
Esta nova forma de se pensar a fé Cristã trazidas pela ”Teologia do Domínio”, tem levado ao afastamento das correntes de esquerda na América Latina das forças progressistas do Cristianismo, então o primeiro objetivo da ”Teologia do Domínio”, está sendo cumprido, ”dividindo para conquistar” as forças progressistas do continente.
As críticas hoje dirigidas ao Cristianismo pelos setores de esquerda, sobretudo, na América Latina, acontecem por puro desconhecimento do processo político e histórico que estamos vivendo. Não entenderam ainda que a construção ideológica/cultural da burguesia passa pela substituição do Cristianismo Ocidental tradicional, por esse modelo político e teológico da ”Teologia da Prosperidade e do Domínio”, (Dominionismo ou Reconstrucionismo). Esta é uma das novas facetas do imperialismo do século XXI.
A classe dirigente deste novo século, realmente entendeu a importância de se ter uma mentalidade capitalista no mundo, e está à pleno vapor na perspectiva de tornar esta mentalidade hegemônica, que se manifesta em forma de uma ideologia política, alinhada com o pensamento de extrema-direita, que hoje é crescente no mundo.
Esse diálogo entre a ”Teologia da Prosperidade e do Domínio” e a extrema-direita, se dá nos princípios normativos das duas correntes de pensamentos: ambas se rotulam conservadoras, defensoras da família celular, contra o casamento e famílias LGBTQIAP+, racismo estrutural, xenofobia, defesa do patriarcalismo e consequentemente do machismo, da misoginia, do sexismo e de um falso patriotismo entreguista e de subserviência aos interesses do capitalismo financeiro.
A ascensão desta religiosidade pautada pelas ”Teologias da Prosperidade e do Domínio”, não está se dando de forma natural, em função dos erros cometidos pela Igreja Católica Apostólica Romana e pelo esgotamento das religiões Protestantes tradicionais. Esta ascensão é resultante de um planejamento político muito bem estruturado pela burguesia financeira mundial, que tem um papel importante para estes segmentos religiosos na nova ordem econômica, política, social e cultural que pretendem para o planeta, em um momento de profunda crise econômica do capitalismo.
Por outro Iado, não podemos deixar de dizer que esta ”Teologia do Domínio e da Propriedade”, não se restringe mais aos segmentos protestantes, hoje a Igreja Católica possui três TVs e todas são ligadas a Teologia. Outros segmentos religiosos que também se fundamentam no Cristianismo, se contaminaram com algo próximo desta ideologia. Mas, a Teologia da Libertação, não está morta, é preciso deixar isto claro, os setores progressistas, apesar de não terem a mesma força e inserção social e popular, ainda resistem, e tem sua maior expressão hoje na figura do Papa Francisco.
Este breve ensaio é para chamar a atenção das esquerdas para o processo que está em curso no planeta desde a década de 1950 do século XX. Tudo que está acontecendo em todas as áreas das relações humanas neste bloco histórico está seguindo um roteiro muito bem montado pela classe dirigente, nada é natural no modo de produção capitalista. Mas, também para alertar os setores progressistas do Cristianismo da necessidade de uma reação organizada e radical, a este processo que está se tornando dominante no seio do Cristianismo.
A burguesia continua fazendo sua revolução e mantendo a reprodução do capital, mesmo em momentos de crises econômicas e políticas como a que estamos vivendo atualmente, e precisamos reagir a este processo, antes que ele nos engula definitivamente.
A velha discussão epistemológica sobre o que é dominante e determinante no modo de produção capitalista, em minha opinião está respondida, tudo no capitalismo é dominante e determinante. Este sistema econômico, político, social e cultural, se utiliza de tudo que está ao alcance de seus tentáculos para se perpetuar como dirigente, e cabe a nós que militamos no campo de esquerda, combater todos os tentáculos do capitalismo, ou seremos presas fáceis sempre.
Neste momento precisamos estar em estado de alerta em relação à ”Teologia do Domínio e da Propriedade”, achamos engraçado muitas vezes o louvor insano e muitas vezes irracional desta gente, e realmente é algo que foge completamente de qualquer perspectiva racional, mais é muito perigoso, não levarmos toda esta irracionalidade insana a sério, pois, esta turma tem ganhado espaços políticos estruturantes para a manutenção da hegemonia burguesa no mundo. Trump, Bolsonaro, Milei, Boris Jhonson, Zeleski, o Estado Sionista de Israel, e o crescimento da extrema-direita em todo o mundo é um processo que já está dado, se não tivermos cuidados e entendermos a dimensão política deste tipo de religiosidade, podemos perder esta guerra que está em curso.
[1] Atualizada em 1959 no Brasil pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).
[2] O grifo é nosso