Plenária da Negritude: Um marco na luta pela igualdade étnico-racial.
*Redação
da Democracia Radical.
Em recente visita a uma localidade de Vitória da Conquista, convidado por uma entidade do movimento social, Almerindo Neto defendeu a pré-candidatura de Waldenor Pereira (PT) à prefeitura de Vitória da Conquista. Ponderou sobre o perigo e as consequências para a população conquistense se a escolha eleitoral em 2024 reafirmar esse projeto político bolsonarista devastador da elite econômica conquistense. Reafirmou a necessidade de combater as forças políticas de direita e de extrema-direita que aumentou a pobreza e promoveu a violência urbana no município de Vitória da Conquista.
Em sua
análise, a violência urbana é uma consequência da indiferença no comportamento governamental
desde o antigo prefeito Herzem Gumão, árduo defensor da Cloroquina como tratamento da Covid-19 e demais pautas da extrema-direita bolsonarista. Essa indiferença política dos últimos governantes
municipais bolsonaristas aflora assustadoramente a pobreza no município ao lado
do moderno e miraculoso processo
privado de urbanização dos ares nobres da
cidade oferecido pelas imobiliárias.
Sobre
o comportamento ideológico de grande parte dos políticos eleitos (executivo e legislativo)
em Vitória da Conquista desde 2016, sobretudo influenciado pela lógica
eleitoral antipetista a partir de 2014. Intensificada com golpe de 2016, o antipetismo
promoveu uma mudança radical ao encontro da extrema-direita conquistense,
alterando o cenário municipal animado pelas duas décadas de indicadores alvissareiros,
levando o município a desesperança política e socioeconômica.
A
elite econômica conquistense e seus representantes na política (direita e de extrema-direita)
ignoraram conscientemente as consequências degradantes para a população conquistense
mais carente com a escolha oferecida pela extrema-direita. Defenderam nas ruas a
substituição irresponsável da política de “Estado de bem-estar social” petista pela
política de “Estado Mínimo”, defendida pelos governos de Eduardo Cunha (MDB) e
Jair Bolsonaro (PL) de orientação ultraconservadora.
O Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou no último censo de 2022 as
implicações catastróficas dessa escolha errada com o aumento gritante no nível de
empobrecimento da população conquistense, acompanhado pelo crescimento exponencial
da violência urbana. Demonizaram a política municipal de “bem-estar social”, essencial
para a proteção e promoção da população carente, e o fizeram consciente de que
essa escolha incidiria sobre uma variável importante na sociedade que controla
a “violência urbana”.
Esse governo
de extrema-direita, eleito para priorizar os interesses econômicos de empresas privadas
representadas pelos grandes conglomerados econômicos na cidade, dilaceram o
tecido social do município. A população sentiu imediatamente o drama do
desemprego, hiperinflação, a fome, a letalidade da pandemia do Covid-19 e o
efeito devastador de todas as formas de violência no campo e na cidade.
O novo
governo recém-eleito do presidente Lula, redirecionou recursos financeiros da
União (dinheiro) e reativou as políticas públicas de bem-estar social direcionadas
para essas áreas socialmente degradadas pela política do “Estado Mínimo”
adotada por esses governos de extrema-direita ultraliberais.
A
cidade ainda não sentiu as mudanças promovidas pelo atual governo de Lula porque
o governo municipal insiste manter as mesmas pautas da extrema-direita bolsonarista.
A cidade segue com a população excluída do orçamento público, ainda não voltou
a pulsar o sentimento de “bem-estar social” nas periferias do país. Por isso, acredita-se
que a cidade apostará no governo alvissareiro de Waldenor Pereira.
Vitória
da Conquista não pode continuar na contramão defendendo essa política ultraconservadora,
uma vez que é preciso mudar o comando político da cidade. A população não
consegue superar suas dificuldades sem essas políticas sociais, essas áreas passaram
a definhar gradativamente se tornando vulneráveis e cada vez mais carentes de investimentos
social, político e econômico.
Segundo
Almerindo Neto, a defesa da pré-candidatura do deputado federal Waldenor Pereira
(PT) sinaliza a necessidade de um governo municipal que defenda a política de Estado
de bem-estar social. Um governo forte que cumpre o seu papel como organizador da
economia do município, visando o desenvolvimento social. Portanto, fornece a
população periférica em situação de risco o acesso aos serviços essenciais de alimentação,
moradia, saúde, educação, emprego, cultura, lazer, esportes e segurança.
Segundo
o militante do Movimento Coletivo Ética Socialista (MCOSO), Vitória da
Conquista tem uma dívida histórica herdada do período escravagista, não há como
superar seus efeitos mais bizarros no processo de urbanização sem promover o
bem-estar de nossa população mais prejudicada. A cena urbana conquistense é atravessada
pela pobreza como herança, talvez seja dissimulada porque não temos a tradicional
a favela içada em áreas de riscos localizadas em morros e encostas.
Almerindo
Neto destaca que a periferia conquistense não diferente desse processo da
favelização das grandes cidades do país, pois, basta lembrar que ainda existem ruas
de terra, esgoto correndo a céu aberto, barracões de madeira velha e cobertos de
lona, fiação exposta e ligação de água improvisada em alguns bairros periféricos
de Vitória da Conquista.
Isso
revela que os dois últimos governos municipais deixaram de investir em infraestrutura,
saneamento, equipamentos públicos (posto de saúde, escola, creche, praças,
quadra poliesportiva e centro social) e de políticas públicas funcionais nessas
áreas de adensamentos, expondo a realidade da miséria imposta pelo modelo de desenvolvimento
capitalista que privilegia as áreas nobre em detrimento da periferia que incha
e se expande como um imenso cinturão de pobreza no entorno da cidade.
Para
Almerindo Neto, Vitória da Conquista é uma cidade com grande contraste entre a
infraestrutura das áreas nobres com bairros planejados que sinaliza prosperidade
urbana e a crescente precarização que promove a violência urbana na periferia.
Existem grandes extensão de áreas privadas supervalorizadas, extensões de áreas
controladas pelo mercado de especulação imobiliária. Esse é um forte sinal da
ausência absoluta de planejamento da urbanicidade pelo município e ausência de
implementação de políticas governamentais de bem-estar social naquelas
localidades.