Plenária da Negritude: Um marco na luta pela igualdade étnico-racial.
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| Fonte: https://www.brasildefatopr.com.br/2020/10/19/reforma-politica-e-combate-a-corrupcao-no-brasil, |
* Por
Redação Democracia Radical
A política brasileira enfrenta um grave cenário de corrupção e desinformação, minando a confiança da população em seus representantes eleitos. Isso ocorre não apenas pela ausência de uma matriz educacional emancipacionista, mas também pelos eleitores que se corrompem com a venda de seu voto, pelos péssimos exemplos de mandatários e a gritante falta de agentes políticos qualificados intelectual e culturalmente.
A
corrupção, lamentavelmente, tornou-se elemento enraizado na cultura organizacional
da maioria dos partidos. Naturaliza-se a compra de votos, a barganha por cargos
e o financiamento de candidaturas por empresas capitalistas, em troca da
aprovação de pautas antipopulares ou de interesses exclusivamente privados.
Uma
crença muito comum na sociedade é a de que "ser esperto na política
significa ludibriar as pessoas". Isso acaba valorizando políticos que se
enriquecem às custas do erário público, enquanto a classe trabalhadora,
especialmente os grupos marcados por raça e gênero, são os mais prejudicados.
Essa
mentalidade, arraigada desde a Colônia Portuguesa, é fortalecida pela ausência
de uma educação crítica que problematize as dinâmicas de poder e controle de
classe, raça e gênero. Isso leva a população a desconhecer o contexto histórico
dessa dominação ideológica, permitindo que aqueles que se enriquecem na
política sejam vistos como "inteligentes", mesmo diante de atos
ilícitos.
Além
disso, a negligência com a compreensão da política como ciência social,
analisada em seu contexto amplo, impede que a população tenha uma visão crítica
da evolução das estruturas políticas e das práticas de governança. Essa lacuna
dificulta o enfrentamento dos desafios contemporâneos.
Um
desses desafios é a democratização do acesso ao conhecimento, tecnologias e uma
educação crítica que combata o excesso da influência da comunicação global
instantânea, que impacta diretamente a política e a governança. Pessoas
intelectual e culturalmente formadas evitam a disseminação de informações
falsas, pois têm consciência de que essa propagação sem filtro visa manipular a
opinião pública, podendo provocar mudanças rápidas no apoio a projetos e na
percepção de governantes.
Isso,
somado à crescente dependência da tecnologia digital, levanta preocupações sobre
cibersegurança, proteção de dados e privacidade, exigindo uma abordagem mais
holística e colaborativa por parte dos governantes.
Para
enfrentar esse cenário, é essencial investir na formação de agentes políticos
qualificados intelectual e culturalmente. Esses profissionais devem compreender
as contradições do sistema capitalista e da sociedade civil burguesa,
defendendo a participação cidadã, a transparência e combatendo os desafios da
desinformação, da proteção da soberania nacional e dos interesses de classe,
raça e gênero.
Somente
com políticos preparados para lidar com essa realidade complexa, a política
poderá cumprir seu papel elementar de forma responsável e socialmente avançada,
superando o domínio da corrupção e da desinformação que corroem a confiança da
população.