Plenária da Negritude: Um marco na luta pela igualdade étnico-racial.

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" A luta pela visibilidade das questões enfrentadas pela população negra no atual governo municipal bolsonarista reflete a ausência de compromisso político de quem reduz essas questões étnico-raciais a discursos vazios e ações simbólicas ". Na noite de ontem (23), um evento de grande relevância ocorreu em Vitória da Conquista, reunindo vozes e experiências que ecoam a luta histórica da população negra no Brasil. A Plenária da Negritude não foi apenas um encontro; foi um espaço de reflexão crítica e reafirmação de compromissos diante de um passado que ainda reverbera nas estruturas sociais contemporâneas.

Desafios da política contemporânea: corrupção, desinformação e necessidade de Agentes Políticos qualificados.

 

Fonte da imagem: Jornal A Bigorna

"(...) a busca por agentes políticos qualificados, capazes de promover uma política comprometida com o bem-estar coletivo, se torna essencial em meio aos desafios contemporâneos." 

 

*por Redação Democracia radical

 

O artigo aborda a corrupção política, a falta de formação política da sociedade e a evolução histórica da política, destacando desafios contemporâneos como a influência da tecnologia, a desinformação e a necessidade de agentes políticos qualificados. O texto realiza a crítica a manipulação da opinião pública e a falta de preparo intelectual e cultural de muitos políticos, que resultam em prejuízos para a população vulnerável. Além disso, ressalta a importância da transparência, participação cidadã e a proteção da soberania nacional e dos interesses de classe, raça e gênero. O texto conclui enfatizando a necessidade de enfrentar os desafios atuais com uma abordagem socialmente avançada e responsável.

A análise do texto revela uma abordagem incisiva sobre a corrupção política, a falta de formação política da sociedade e a evolução histórica da política. O autor destaca de forma contundente os pontos negativos, evidenciando a manipulação da opinião pública, a falta de preparo intelectual e cultural de muitos políticos, e os prejuízos resultantes para a população vulnerável. Essa abordagem crítica é fundamental para despertar a reflexão sobre os desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.

Qualquer pessoa eleita para um mandato (executivo ou legislativo) aliciando pessoas em situação de múltiplas vulnerabilidades nas periferias por meio da compra de votos ou usando a máquina pública para negociar troca de favores para pessoas da classe média, deveria ser visto como uma aberração política. Infelizmente, para uma parcela significativa da sociedade alienada não é uma aberração porque uma vez destituídas de Formação Política incorporou mecanicamente a ideia-força vigente de que inteligente na política é a pessoa que sabe usar a arte de ludibriar todo mundo ou a “ciência” de engolir sapo.

O que esperar da eficiência do reich da ignorância sobre pessoas vulnerabilizadas ou do domínio intelectual da covarde viralatisse política da classe média, como quer o controle da classe dominante econômica, senão a infeliz superioridade dessa aberração política. A classe dominante e seu projeto de poder baseado na mentira e na fome como eterna justificativa e o terrível prejuízo social, econômico, cultural e político para quem realmente precisa da Política para sobreviver. Enquanto os espertos (não são inteligentes) seguem incólumes logrando êxitos com a política da estupidez e da desgraça humana.

Esse tipo de política que deveria ser abominada por se tratar de corrupção (ativa ou passiva), no entanto, costuma ser bastante valorizada por quem enriquece quando se é empobrecido ou aumenta exponencialmente sua riqueza quando entra na vida pública. A parte mais prejudicada sempre é a classe trabalhadora, atravessadas pelas questões de raça e gênero.

Em grande medida, isso acontece porque uma parcela significativa da população subjugada social, econômica, cultural e politicamente pelo sistema socioeconômico e o Estado liberal burguês ainda não compreende a verdadeira natureza dessa ideia-força que impera na sociedade.

A ausência de uma educação emancipacionista antes de depois que a educação se torna uma política educacional de acesso universal leva a população ao absoluto desconhecimento do contexto histórico dessa dominação ideológica herdada dos homens brancos europeus escravagistas (Colônia e Império) e mantidas pelos ricos latifundiários descendentes de europeus que fundaram e assumem a primeira República (1889) organizados politicamente como coronéis da política sem patente.

As elites econômicas vêm ensinando há séculos ao povo brasileiro que a política pertence a quem saber usar a esperteza para tirar vantagens pessoais em proveito próprio diante de uma situação de medo, fragilidade e ignorância humana.  Essa ideia-força protege quem enriquece na política considerando-a como uma pessoa inteligente e não imoral, ignorando totalmente as ilicitudes cometidas, pois, o que conta mesmo é a fortuna acumulada e a versão do vencedor. Contudo, a política é uma outra coisa e devemos buscar compreendê-la em sua totalidade na perspectiva histórica. 

No contexto histórico, a noção de organização, direção e administração de Estados e Nações tem suas raízes na antiguidade, tanto no ocidente, quanto no oriente com exemplos de sistemas políticos e governamentais encontrados em civilizações como a grega, a romana, a chinesa e a indiana. Ao longo da história, a evolução das estruturas políticas e das práticas de governança contribuíram para a definição da política como a conhecemos hoje. Convido a um rápido passeio sobre o contexto histórico da política com seus caminhos e descaminhos.

Esse processo começa no ocidente com a Civilização Grega, no período Arcaico (c. 800-500 a.C.), no qual desenvolve-se as primeiras formas embrionárias de governo, abrangendo a oligarquia (preponderância de um pequeno grupo no poder) e sucedida pelo surgimento da democracia ateniense. Sucedido pelo período Clássico (c. 500-323 a.C.), berço de nascimento da democracia ocidental, Atenas desenvolve o modelo rudimentar de democracia direta estabelecido por instituições políticas com a Ekklesia (assembleia popular) e a Boulé (conselho). Contudo, é no período Helenístico (c. 323-146 a.C.) que ocorre a expansão do domínio grego sob o império de Alexandre (O Grande) com influência da cultura grega em todo o mundo mediterrâneo.

A Civilização Romana dar-se com o Reino Romano (c. 753-509 a.C.) uma era que começa a história romana, assinalando a monarquia e a fundação de Roma. É seguido pela República Romana (c. 509-27 a.C.) que estabelece um sistema republicano com senado, magistrado e assembleias acompanhado por conflitos internos e expansão territorial.  O pós-república é caracterizado pelo Império Romano (c. 27 a.C.-476 d.C.) que ocorre com a centralização do poder nas mãos do imperador que promove a expansão do domínio romano por toda a Europa, norte da África e parte do Oriente Médio.

A Civilização Chinesa começa com a Dinastia Shang (c. 1600-1046 a.C.), essa era é conhecida como uma das primeiras dinastias chinesas com sistema político fundado em monarquia e religião.  A dinastia seguida é Dinastia Zhou (c. 1046-256 a.C.) caracterizada pela descentralização do poder e surgimento do conceito de "Mandato do Céu" e marca o começo da filosofia política chinesa. Esse período entre em colapso e dar-se o início das Dinastias Imperiais (c. 221 a.C.-1912 d.C.) marcada por sucessões dinásticas com diferentes sistemas políticos abrangendo a recentralização do poder imperial, burocratização e influência do confucionismo. 

A Civilização Indiana é conhecida como a Civilização do Vale do Indo (c. 3300-1300 a.C.) que surge como uma das primeiras civilizações indianas, com evidencias de organização política e social. Seguida pelo Império Maurya (c. 322-185 a.C.) que estabelece os primeiros impérios unificados com a presença de governança centralizada e administração eficiente. Esse período vai ser substituído pelo Império Gupta (c. 320-550 d.C.), marcado por grande desenvolvimento cultual e político, sob a proeminência da administração local e o sistema de governança.

Essa visão geral das linhas do tempo para as civilizações grega, romana, chinesa e indiana, destaca os principais períodos e desenvolvimentos políticos ao longo de suas histórias. Admite-se que houve um processo evolutivo tanto nas estruturas políticas, quanto o aprimoramento das práticas de governanças de modo que chegamos a contemporaneidade. Houveram influencias que promoveram avanços e retrocessos que levaram a transformações ao longo da história.

Na Antiguidade, as civilizações antigas, a exemplo da grega, romana, chinesa e indiana estabeleceram as bases sobre as quais ergueram as estruturas políticas e desenvolveram as práticas de governança que desenvolveram sistemas de governos, leis e administração pública que influenciaram futuras sociedades.

Na Idade Média, houve um período de descentralização do poder na Europa, com a fragmentação política e o surgimento de sistemas feudais, com desenvolvimento de instituições como a sistema feudal. Nesse período vão surgir as primeiras formas de representação política que forneceram os elementos necessários à evolução das estruturas políticas.

Já no período do Renascimento e Iluminismo deram origem ao pensamento crítico, filosófico e político de maneira ampliada. Isso levou a reavaliação das estruturas de poder e autoridade, assim como o surgimento de ideias sobre direitos individuais com separação de poderes e governanças democráticas.  

Nesse contexto, destaca-se as revoluções e movimentos políticos, a exemplo da Revolução Americana e da Revolução Francesa, sobretudo os movimentos políticos ao longo dos séculos XIX e XX. Esses movimentos contribuíram para a consolidação de princípios democráticos, direitos civis e a participação popular na tomada de decisões políticas.

Outra dimensão observada, foram os avanços tecnológicos e globalização que a era moderna trouxe consigo que são os avanços tecnológicos, comunicação global e interconexão entre as nações. Esse processo vai influenciar a forma como a política é conduzida e como as decisões políticas afetam as sociedades em escala global. Passou-se a compreender a política depois da consolidação de ideias democráticos não apenas como proteção dos direitos humanos, mas, também as instituições representativas e busca por governança transparente e responsável.  Contudo, não podemos de deixar de ressaltar os retrocessos promovidos pelos regimes autoritários, violações de direitos humanos e as crises políticas que impuseram limites a esses avanços.

Por fim, podemos dizer que foi no curso da história que se processaram as mudanças que promoveram a evolução das estruturas políticas e aprimoraram as práticas de governanças. A política a governo que conhecemos hoje é resultado da interação complexa de eventos históricos, movimentos políticos, avanços intelectuais e transformações sociais. Tudo isso, resultou em uma compreensão cada vez mais sofisticada da política e de suas implicações para a sociedade.

Ao que parece é que a política caminha para outra dimensão perigosa, na qual sobrevive um tipo de mundo contemporâneo marcado pelo uso meios tecnológicos avançadas e uma comunicação globalizada instantânea, totalmente acessível via celular. Nesse contexto, a política e a governança enfrentam novos desafios e oportunidades, pois, suas principias características e consequencias acontecem, num contexto que precisa ser melhor compreendido.

A velocidade e alcance da comunicação incidem sobre um tipo de política que é alimentada e confrontada o tempo todo pela comunicação instantânea que produz informações e notícias políticas com uma velocidade e alcance gigantesco, pois, espalham rapidamente, influenciando a opinião pública e, consequentemente, a tomada de decisões. Tem-se a sensação de que o tempo de circulação de informações encurtou-se e pode provocar mudanças rápidas no apoio popular e na percepção de governantes e instituições.

A transparência e prestação de contas é outro aspecto importante porque criou-se mecanismos que facilita o acesso às informações possibilitando uma maior transparência nas atividades políticas e governamentais. Com isso, exige-se uma maior prestação de contas por parte dos líderes e das instituições.

Desenvolveu-se tecnologias digitais voltadas à participação cidadã por meio de plataformas que permitem que cidadão e cidadã se envolvam mais diretamente no processo político não apenas manifestando suas opiniões, mas, também exercendo pressão sobre os governantes.  Apesar desses avanços, o mundo está às voltas com as falsas notícias.

A desinformação e a polarização mecânica promovem a disseminação rápida de informações questionáveis que pode levar à propagação de desinformação e à polarização despolitizada da opinião pública, dificultando a formação de consensos e o diálogo político construtivo. Esse processo virtual tem recebido críticas contumazes que sinalizam no sentido da insegurança da informação, sobretudo a chamada cibersegurança e privacidade.

Ao mesmo tempo, o texto discute pontos positivos ao ressaltar a importância da transparência, da participação cidadã e da proteção dos interesses de classe, raça e gênero. Além disso, as contribuições do autor são evidentes na ênfase dada à necessidade de agentes políticos qualificados, capazes de promover uma abordagem socialmente avançada e responsável diante dos desafios atuais.

As críticas apresentadas no texto são fundamentais para chamar a atenção para a falta de preparo intelectual e cultural de muitos políticos, que resulta em prejuízos para a população vulnerável. A análise incisiva sobre a manipulação da opinião pública e a corrupção política oferece uma visão realista e contundente dos desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.

Por fim, as contribuições do autor são valiosas ao ressaltar a importância da transparência, participação cidadã e proteção dos interesses de classe, raça e gênero. A necessidade de agentes políticos qualificados é destacada como um caminho para uma abordagem socialmente avançada e responsável diante dos desafios atuais.

Essa análise equilibrada dos pontos positivos e negativos, aliada às críticas e contribuições apresentadas, enriquece o debate sobre a política contemporânea, oferecendo uma visão abrangente e fundamentada sobre os desafios e oportunidades que se apresentam.

Diante da análise abrangente dos desafios enfrentados pela sociedade contemporânea no âmbito político, é evidente a necessidade premente de uma abordagem socialmente avançada e responsável por parte dos agentes políticos. As contribuições apresentadas ao longo do texto ressaltam a importância da transparência, participação cidadã e proteção dos interesses de classe, raça e gênero como pilares fundamentais para uma política mais inclusiva e equitativa.

A crítica contundente à falta de preparo intelectual e cultural de muitos políticos, assim como a manipulação da opinião pública e a corrupção política, oferece uma visão realista dos desafios que permeiam o cenário político atual. Essa análise equilibrada dos pontos positivos e negativos enriquece o debate, proporcionando uma compreensão mais profunda das complexidades envolvidas na prática política.

Portanto, é imperativo que a sociedade e seus representantes políticos estejam atentos às demandas por uma governança mais ética, transparente e responsável. A busca por agentes políticos qualificados, capazes de promover uma política comprometida com o bem-estar coletivo, se torna essencial em meio aos desafios contemporâneos.

Ao reconhecer a interconexão entre a política e a evolução histórica das sociedades, é possível vislumbrar um futuro em que a política seja conduzida de forma mais consciente e inclusiva, atendendo às necessidades e aspirações de toda a comunidade. As contribuições apresentadas ao longo do texto oferecem um chamado à ação para a construção de uma política mais justa, equitativa e verdadeiramente representativa.