Plenária da Negritude: Um marco na luta pela igualdade étnico-racial.
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| Fonte da imagem: Jornal A Bigorna |
*por
Redação Democracia radical
O artigo aborda a corrupção política, a falta de formação política da sociedade e a evolução histórica da política, destacando desafios contemporâneos como a influência da tecnologia, a desinformação e a necessidade de agentes políticos qualificados. O texto realiza a crítica a manipulação da opinião pública e a falta de preparo intelectual e cultural de muitos políticos, que resultam em prejuízos para a população vulnerável. Além disso, ressalta a importância da transparência, participação cidadã e a proteção da soberania nacional e dos interesses de classe, raça e gênero. O texto conclui enfatizando a necessidade de enfrentar os desafios atuais com uma abordagem socialmente avançada e responsável.
A
análise do texto revela uma abordagem incisiva sobre a corrupção política, a
falta de formação política da sociedade e a evolução histórica da política. O
autor destaca de forma contundente os pontos negativos, evidenciando a
manipulação da opinião pública, a falta de preparo intelectual e cultural de
muitos políticos, e os prejuízos resultantes para a população vulnerável. Essa
abordagem crítica é fundamental para despertar a reflexão sobre os desafios
enfrentados pela sociedade contemporânea.
Qualquer pessoa eleita para um mandato (executivo ou legislativo) aliciando
pessoas em situação de múltiplas vulnerabilidades nas periferias por meio da compra
de votos ou usando a máquina pública para negociar troca de favores para pessoas
da classe média, deveria ser visto como uma aberração política. Infelizmente, para
uma parcela significativa da sociedade alienada não é uma aberração porque uma vez destituídas de Formação
Política incorporou mecanicamente a ideia-força vigente de que inteligente na
política é a pessoa que sabe usar a arte de ludibriar todo mundo ou a “ciência”
de engolir sapo.
O que esperar da eficiência do reich
da ignorância sobre pessoas vulnerabilizadas ou do domínio intelectual da covarde
viralatisse política da classe média, como quer o controle da classe dominante econômica,
senão a infeliz superioridade dessa aberração política. A classe dominante e
seu projeto de poder baseado na mentira e na fome como eterna justificativa e o
terrível prejuízo social, econômico, cultural e político para quem realmente
precisa da Política para sobreviver. Enquanto os espertos (não são inteligentes)
seguem incólumes logrando êxitos com a política da estupidez e da desgraça
humana.
Esse tipo de política que deveria ser abominada por se tratar de
corrupção (ativa ou passiva), no entanto, costuma ser bastante valorizada por quem
enriquece quando se é empobrecido ou aumenta exponencialmente sua riqueza quando
entra na vida pública. A parte mais prejudicada sempre é a classe trabalhadora,
atravessadas pelas questões de raça e gênero.
Em grande medida, isso acontece porque uma parcela significativa
da população subjugada social, econômica, cultural e politicamente pelo sistema
socioeconômico e o Estado liberal burguês ainda não compreende a verdadeira natureza
dessa ideia-força que impera na sociedade.
A ausência de uma educação emancipacionista antes de depois que a
educação se torna uma política educacional de acesso universal leva a população
ao absoluto desconhecimento do contexto histórico dessa dominação ideológica herdada
dos homens brancos europeus escravagistas (Colônia e Império) e mantidas pelos ricos
latifundiários descendentes de europeus que fundaram e assumem a primeira República
(1889) organizados politicamente como coronéis da política sem patente.
As elites econômicas vêm ensinando há séculos ao povo brasileiro que a política
pertence a quem saber usar a esperteza para tirar vantagens pessoais em proveito
próprio diante de uma situação de medo, fragilidade e ignorância humana. Essa ideia-força protege quem enriquece na
política considerando-a como uma pessoa inteligente e não imoral, ignorando totalmente
as ilicitudes cometidas, pois, o que conta mesmo é a fortuna acumulada e a
versão do vencedor. Contudo, a política é uma outra coisa e devemos buscar compreendê-la em sua totalidade na perspectiva histórica.
No
contexto histórico, a noção de organização, direção e administração de Estados
e Nações tem suas raízes na antiguidade, tanto no ocidente, quanto no oriente com
exemplos de sistemas políticos e governamentais encontrados em civilizações
como a grega, a romana, a chinesa e a indiana. Ao longo da história, a evolução
das estruturas políticas e das práticas de governança contribuíram para a
definição da política como a conhecemos hoje. Convido a um rápido passeio sobre
o contexto histórico da política com seus caminhos e descaminhos.
Esse
processo começa no ocidente com a Civilização Grega, no período Arcaico (c.
800-500 a.C.), no qual desenvolve-se as primeiras formas embrionárias de
governo, abrangendo a oligarquia (preponderância de um pequeno grupo no poder) e
sucedida pelo surgimento da democracia ateniense. Sucedido pelo período
Clássico (c. 500-323 a.C.), berço de nascimento da democracia ocidental, Atenas
desenvolve o modelo rudimentar de democracia direta estabelecido por
instituições políticas com a Ekklesia (assembleia popular) e a Boulé
(conselho). Contudo, é no período Helenístico (c. 323-146 a.C.) que ocorre a
expansão do domínio grego sob o império de Alexandre (O Grande) com influência
da cultura grega em todo o mundo mediterrâneo.
A
Civilização Romana dar-se com o Reino Romano (c. 753-509 a.C.) uma era que começa
a história romana, assinalando a monarquia e a fundação de Roma. É seguido pela
República Romana (c. 509-27 a.C.) que estabelece um sistema republicano com
senado, magistrado e assembleias acompanhado por conflitos internos e expansão
territorial. O pós-república é
caracterizado pelo Império Romano (c. 27 a.C.-476 d.C.) que ocorre com a
centralização do poder nas mãos do imperador que promove a expansão do domínio
romano por toda a Europa, norte da África e parte do Oriente Médio.
A Civilização
Chinesa começa com a Dinastia Shang (c. 1600-1046 a.C.), essa era é conhecida como
uma das primeiras dinastias chinesas com sistema político fundado em monarquia
e religião. A dinastia seguida é Dinastia
Zhou (c. 1046-256 a.C.) caracterizada pela descentralização do poder e
surgimento do conceito de "Mandato do Céu" e marca o começo da
filosofia política chinesa. Esse período entre em colapso e dar-se o início das
Dinastias Imperiais (c. 221 a.C.-1912 d.C.) marcada por sucessões dinásticas
com diferentes sistemas políticos abrangendo a recentralização do poder
imperial, burocratização e influência do confucionismo.
A
Civilização Indiana é conhecida como a Civilização do Vale do Indo (c.
3300-1300 a.C.) que surge como uma das primeiras civilizações indianas, com
evidencias de organização política e social. Seguida pelo Império Maurya (c.
322-185 a.C.) que estabelece os primeiros impérios unificados com a presença de
governança centralizada e administração eficiente. Esse período vai ser
substituído pelo Império Gupta (c. 320-550 d.C.), marcado por grande
desenvolvimento cultual e político, sob a proeminência da administração local e
o sistema de governança.
Essa visão
geral das linhas do tempo para as civilizações grega, romana, chinesa e
indiana, destaca os principais períodos e desenvolvimentos políticos ao longo
de suas histórias. Admite-se que houve um processo evolutivo tanto nas
estruturas políticas, quanto o aprimoramento das práticas de governanças de
modo que chegamos a contemporaneidade. Houveram influencias que promoveram
avanços e retrocessos que levaram a transformações ao longo da história.
Na
Antiguidade, as civilizações antigas, a exemplo da grega, romana, chinesa e
indiana estabeleceram as bases sobre as quais ergueram as estruturas políticas
e desenvolveram as práticas de governança que desenvolveram sistemas de
governos, leis e administração pública que influenciaram futuras sociedades.
Na
Idade Média, houve um período de descentralização do poder na Europa, com a
fragmentação política e o surgimento de sistemas feudais, com desenvolvimento
de instituições como a sistema feudal. Nesse período vão surgir as primeiras
formas de representação política que forneceram os elementos necessários à
evolução das estruturas políticas.
Já no
período do Renascimento e Iluminismo deram origem ao pensamento crítico,
filosófico e político de maneira ampliada. Isso levou a reavaliação das
estruturas de poder e autoridade, assim como o surgimento de ideias sobre
direitos individuais com separação de poderes e governanças democráticas.
Nesse
contexto, destaca-se as revoluções e movimentos políticos, a exemplo da
Revolução Americana e da Revolução Francesa, sobretudo os movimentos políticos ao
longo dos séculos XIX e XX. Esses movimentos contribuíram para a consolidação de
princípios democráticos, direitos civis e a participação popular na tomada de decisões
políticas.
Outra
dimensão observada, foram os avanços tecnológicos e globalização que a era
moderna trouxe consigo que são os avanços tecnológicos, comunicação global e
interconexão entre as nações. Esse processo vai influenciar a forma como a política
é conduzida e como as decisões políticas afetam as sociedades em escala global.
Passou-se a compreender a política depois da consolidação de ideias
democráticos não apenas como proteção dos direitos humanos, mas, também as
instituições representativas e busca por governança transparente e
responsável. Contudo, não podemos de
deixar de ressaltar os retrocessos promovidos pelos regimes autoritários,
violações de direitos humanos e as crises políticas que impuseram limites a
esses avanços.
Por
fim, podemos dizer que foi no curso da história que se processaram as mudanças
que promoveram a evolução das estruturas políticas e aprimoraram as práticas de
governanças. A política a governo que conhecemos hoje é resultado da interação
complexa de eventos históricos, movimentos políticos, avanços intelectuais e
transformações sociais. Tudo isso, resultou em uma compreensão cada vez mais
sofisticada da política e de suas implicações para a sociedade.
Ao que
parece é que a política caminha para outra dimensão perigosa, na qual sobrevive
um tipo de mundo contemporâneo marcado pelo uso meios tecnológicos avançadas e
uma comunicação globalizada instantânea, totalmente acessível via celular.
Nesse contexto, a política e a governança enfrentam novos desafios e oportunidades,
pois, suas principias características e consequencias acontecem, num contexto
que precisa ser melhor compreendido.
A
velocidade e alcance da comunicação incidem sobre um tipo de política que é
alimentada e confrontada o tempo todo pela comunicação instantânea que produz
informações e notícias políticas com uma velocidade e alcance gigantesco, pois,
espalham rapidamente, influenciando a opinião pública e, consequentemente, a
tomada de decisões. Tem-se a sensação de que o tempo de circulação de informações
encurtou-se e pode provocar mudanças rápidas no apoio popular e na percepção de
governantes e instituições.
A
transparência e prestação de contas é outro aspecto importante porque criou-se
mecanismos que facilita o acesso às informações possibilitando uma maior
transparência nas atividades políticas e governamentais. Com isso, exige-se uma
maior prestação de contas por parte dos líderes e das instituições.
Desenvolveu-se
tecnologias digitais voltadas à participação cidadã por meio de plataformas que
permitem que cidadão e cidadã se envolvam mais diretamente no processo político
não apenas manifestando suas opiniões, mas, também exercendo pressão sobre os
governantes. Apesar desses avanços, o
mundo está às voltas com as falsas notícias.
A desinformação
e a polarização mecânica promovem a disseminação rápida de informações questionáveis
que pode levar à propagação de desinformação e à polarização despolitizada da
opinião pública, dificultando a formação de consensos e o diálogo político
construtivo. Esse processo virtual tem recebido críticas contumazes que
sinalizam no sentido da insegurança da informação, sobretudo a chamada cibersegurança
e privacidade.
Ao
mesmo tempo, o texto discute pontos positivos ao ressaltar a importância da
transparência, da participação cidadã e da proteção dos interesses de classe,
raça e gênero. Além disso, as contribuições do autor são evidentes na ênfase
dada à necessidade de agentes políticos qualificados, capazes de promover uma
abordagem socialmente avançada e responsável diante dos desafios atuais.
As
críticas apresentadas no texto são fundamentais para chamar a atenção para a
falta de preparo intelectual e cultural de muitos políticos, que resulta em
prejuízos para a população vulnerável. A análise incisiva sobre a manipulação
da opinião pública e a corrupção política oferece uma visão realista e
contundente dos desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.
Por
fim, as contribuições do autor são valiosas ao ressaltar a importância da transparência,
participação cidadã e proteção dos interesses de classe, raça e gênero. A
necessidade de agentes políticos qualificados é destacada como um caminho para
uma abordagem socialmente avançada e responsável diante dos desafios atuais.
Essa
análise equilibrada dos pontos positivos e negativos, aliada às críticas e
contribuições apresentadas, enriquece o debate sobre a política contemporânea,
oferecendo uma visão abrangente e fundamentada sobre os desafios e
oportunidades que se apresentam.
Diante
da análise abrangente dos desafios enfrentados pela sociedade contemporânea no
âmbito político, é evidente a necessidade premente de uma abordagem socialmente
avançada e responsável por parte dos agentes políticos. As contribuições
apresentadas ao longo do texto ressaltam a importância da transparência,
participação cidadã e proteção dos interesses de classe, raça e gênero como
pilares fundamentais para uma política mais inclusiva e equitativa.
A
crítica contundente à falta de preparo intelectual e cultural de muitos
políticos, assim como a manipulação da opinião pública e a corrupção política,
oferece uma visão realista dos desafios que permeiam o cenário político atual.
Essa análise equilibrada dos pontos positivos e negativos enriquece o debate,
proporcionando uma compreensão mais profunda das complexidades envolvidas na
prática política.
Portanto,
é imperativo que a sociedade e seus representantes políticos estejam atentos às
demandas por uma governança mais ética, transparente e responsável. A busca por
agentes políticos qualificados, capazes de promover uma política comprometida
com o bem-estar coletivo, se torna essencial em meio aos desafios
contemporâneos.
Ao
reconhecer a interconexão entre a política e a evolução histórica das
sociedades, é possível vislumbrar um futuro em que a política seja conduzida de
forma mais consciente e inclusiva, atendendo às necessidades e aspirações de
toda a comunidade. As contribuições apresentadas ao longo do texto oferecem um
chamado à ação para a construção de uma política mais justa, equitativa e
verdadeiramente representativa.